quinta-feira, 2 de abril de 2009

Amazonas decretará emergência em todas as cidades por cheias



O governo do Amazonas anunciou que vai decretar situação de emergência em todos os 62 municípios do Estado devido às cheias dos rios da Bacia Amazônica, que causaram enchentes em 19 cidades e afetaram cerca de 46 mil pessoas. Diante da situação, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Ação Social de Forças Armadas informaram nesta quarta-feira que irão executar o plano de atendimento às populações atingidas.
"Nós estamos com equipes em todas as calhas de rio avaliando a situação dos municípios e, com isso, vamos ter a noção do que fazer em termos de emergência", disse o secretário estadual da Defesa Civil, coronel Roberto Rocha.
Se a previsão do CPRM for confirmada, essa pode ser a segunda maior cheia registrada nos últimos 100 anos, ficando atrás apenas da enchente ocorrida em 1953. O nível da água do rio Negro, medida no dia 31 de março, foi de 26,8 m. E como a estação chuvosa deve durar mais dois meses, terminando apenas no final de maio, o alerta de cheia confirma a previsão.
"Nós nos antecipamos e já levantamos várias atas de preços de vários dos principais produtos que deveremos comprar para atender à população. Desde colchões, mosquiteiros, remédios e cobertores e cestas básicas que serão distribuídos", informou o secretário de Governo, José Melo.
O trabalho em conjunto com as Forças Armadas deverá ser feito aos moldes do executado durante a seca de 2005, quando milhares de pessoas ficaram isoladas. Para levar mantimentos para as comunidades, foram usados helicópteros do Exército e da Marinha, além de navios da Flotilha do Amazonas. A Aeronáutica cedeu aeronaves para levar as cestas básicas até os municípios atingidos. Melo considera que as lições daquele trabalho servirão para facilitar as ações dessa vez.
"Antes, os municípios não estavam preparados. Agora, 41 municípios já possuem equipes de defesa civil formadas e treinadas. Por isso será mais fácil. E ainda poderemos chegar com mais facilidade às localidades porque o rio está cheio", disse Melo.
As atenções das autoridades também estão voltadas para a capital, Manaus. O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Dias, considera que o planejamento antecipado deverá fazer a diferença. "Nós vamos avaliar tudo o que precisamos de equipamentos e pessoal para podermos atender às populações que venham sofrer com a enchente. A cidade (Manaus) é bem diferente do que em 1953, mas o planejamento vai nos fazer atender muito mais pessoas", disse Dias.

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